Segundo estudos, o ser humano tem, em média, 50 a 70 mil pensamentos diariamente, sendo que a grande maioria deles são repetidos e motivam 35 mil decisões por dia em um adulto. É o que chamamos de viver no automático. Isso sem contar que a maioria desses pensamentos são focados no passado ou em preocupações futuras. Nesse contexto, onde se encontra a tal felicidade?
Em uma busca rápida no dicionário, Felicidade é descrita como um estado mental e emocional duradouro de plenitude, satisfação e equilíbrio, caracterizado pela predominância de emoções positivas, paz interior e sentido de vida. Pensando nisso, a Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou, em 2012, o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade, para que se torne meta na vida dos seres humanos de todo o mundo e mostre a importância de reconhecimento dela nos objetivos de políticas públicas.
Favorecer a felicidade se torna cada vez necessário, diante de tantos desafios que enfrentamos atualmente. Tempos pós-pandêmicos, de ascensão das redes sociais, do afastamento das relações presenciais, de guerras e de crescimento acelerado da ansiedade e da depressão.

Pensando nisso, Chirles Oliveira, idealizou, em 2019, a Virada da Felicidade, um festival imersivo que propõe uma pausa e a reunião de especialistas nacionais e internacionais dedicados a mostrar que a felicidade deve ser prioridade em diferentes âmbitos da vida e como fazer disso uma realidade. “A Virada da Felicidade nasceu de uma inquietação muito profunda. Ela é um convite para ampliarmos a conversa sobre o tema: da felicidade individual para a felicidade coletiva, relacional e organizacional. Mais do que um evento, a Virada é um movimento para lembrar que a forma como trabalhamos, lideramos e nos relacionamos também constrói saúde ou adoecimento na sociedade”, conclui Chirles.
O evento desse ano trará importantes nomes para o centro do palco, entre eles , Monja Heishin, Izabella Camargo, Ubiraci Pataxó, Maria Sirois e Miguel Setas, além dos convidados internacionais Gaspar Contreras e Megan McDonough . A agenda inclui a Virada Corporativa, no dia 19, focada em saúde mental, liderança, felicidade no trabalho e NR1; a Virada Presencial, que acontece em 20, com experiências imersivas de bem-estar; e a Virada Social, no dia 26, uma ação gratuita de impacto direto com jovens da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. A programação artística inclui intervenção de Tya Rodrigues, atividades com O Circo Circular e Ser em Cena, pocket show de Daniele Garcia, participação do Coral CURA-TE e atividade de sound healing com Karina Siervi. A condução do evento fica por conta de Viviane Maia, Katia Fernandes e Thiago Spiess Stauffer.
Segundo a organizadora, a Virada quer ser um espaço onde diferentes vozes — empresas, líderes, pesquisadores, profissionais e cidadãos — possam se encontrar para imaginar e experimentar novos caminhos. “Meu sonho é que a Virada inspire pequenas mudanças reais nas organizações e nas relações de trabalho. Porque quando muitas pequenas viradas acontecem ao mesmo tempo, começamos a transformar culturas inteiras”, finaliza.
Quando pergunto para Chirles o que compõe a felicidade, vem uma explicação que resume bem o que será encontrado nessa virada: “A ciência tem mostrado que felicidade é multidimensional. Ela envolve alguns pilares importantes: relações significativas, propósito, saúde física e emocional, sensação de contribuição e equilíbrio entre desafios e descanso. Mas há também algo que considero essencial: consciência. Quando ampliamos nossa consciência — sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o impacto das nossas escolhas — passamos a viver de forma mais alinhada com aquilo que realmente importa. Por isso gosto de dizer que felicidade não é algo que encontramos pronto. Ela é algo que cultivamos nas nossas escolhas diárias, nas relações que construímos e nos ambientes que ajudamos a criar”.
O evento é para lideranças empresariais, executivos, profissionais de RH, educadores e pessoas interessadas em propósito e bem-estar. Mais do que um evento anual, a Virada da Felicidade se apresenta como um movimento cultural e social alinhado às transformações do mundo do trabalho e às demandas contemporâneas por saúde emocional, impacto positivo e sustentabilidade humana.

Viver bem exige consciência e todo movimento em prol da saúde integral merece holofote, ainda mais quando há o entendimento de que felicidade e bem-estar não são conceitos abstratos, mas fatores que impactam diretamente a produtividade e o desenvolvimento social.


